domingo, 21 de outubro de 2007
O Beijo
O Beijo (do latim basium) é um toque dos lábios com algo, normalmente com uma pessoa. Em cada cultura há um significado diferente para o beijo, na cultura ocidental este é considerado um gesto de afeição. Entre amigos, o beijo é utilizado como cumprimento ou como gesto de despedida. Mas existem outros tipos de beijo, como o beijo nos lábios de outra pessoa, geralmente associado ao romantismo dos casais, ou o “linguado”, uma vertente avançada do beijo na boca, onde as línguas se acariciam mutuamente, e que na maioria dos casos se associa ao desejo sexual.
E para ti? O que é o beijo?
Para mim o beijo é uma forma de expressar um sentimento, para exprimir uma frase que não sai, para parar uma frase que não deve ser dita! Há vidas que se constroem em torno de um beijo, outras são destruídas pelo beijo que ficou por dar. O beijo é sem dúvida a arma mais poderosa que poderemos alguma vez usar, é o expoente máximo da expressão sentimental perante o mundo, perante a sociedade. O beijo é público, deixou há muito tempo de fazer parte exclusiva da intimidade do casal.
O beijo é um símbolo do cinema e já foi alvo de inúmeras músicas. Para o meu beijo, escolho o Beijo do Pedro Abrunhosa, que é muito mais que um beijo, é uma verdadeira história de amor!
“Não posso deixar que te leve
O castigo da ausência,
Vou ficar a esperar
E vais ver-me lutar
Para que esse mar não nos vença.
Não posso pensar que esta noite
Adormeço sozinho,
Vou ficar a escrever,
E talvez vá vencer
O teu longo caminho.
Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.
Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.
Não posso deixar de sentir-te
Na memória das mãos,
Vou ficar a despir-te,
E talvez ouça rir-te
Nas paredes, no chão.
Não posso mentir que as lágrimas
São saudades do beijo,
Vou ficar mais despido
Que um corpo vencido,
Perdido em desejo.
Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.”
Pedro Abrunhosa