Estória é um neologismo proposto por João Ribeiro (membro da Academia Brasileira de Letras) em 1919, para designar, no campo do folclore, a narrativa popular, o conto tradicional.
Alguns consideram o termo arcaico, por ser encontrado também em textos antigos, quando a grafia da palavra na língua portuguesa ainda não fora consolidada.
O termo acabou por não ter uma aceitação generalizada, não figurando nos dicionários portugueses e apenas em alguns brasileiros. Apesar de ter sido usada na linguagem coloquial, o termo nunca figurou na norma culta.
Recupero aqui o termo, Estórias e não Histórias, Estórias de uma vida que nada tem de narrativa popular, de folclore ou de conto tradicional.
A Estória da vida pouco tem a ver com a Cinderela, com a Bela Adormecida ou com o Capuchinho Vermelho, porque nessas histórias, o bem vence sempre sobre o mal, mas será que nas Estórias da Vida o bem prevalece sobre o mal? Será?
Olhamos para o Mundo à nossa volta e perguntamo-nos onde está a Justiça, onde está a vitória do bem, onde estão os heróicos e bravos cidadãos que fazem a justiça, que tarda, que tem tudo menos de justa, onde está a justiça da vida?
Sempre ouvi dizer que Deus não dorme, um termo muito apropriado quando se quer falar da aplicação da justiça, que ela um dia surgirá, mas surgirá de que forma, pergunto se é feita justiça nos tribunais, nas escolas, nos locais de trabalho, na sociedade em sim, pergunto se há justiça no Médio Oriente ou em África? Pergunto se Deus está a dormir… Sem querer dar um carácter religioso ao post, e sem querer afrontar a Igreja, não por medo da mão pesada da inquisição, mas por respeitar tudo o que advém da crença religiosa.
O que é certo, é que este nosso mundinho está cheio de injustiças, estás cheio de chicos espertos e de ditadores que fazem justiça ao belo prazer, conforme mais lhes convém.
Vale a pena acreditar? Não posso dizer que não, porque o Povo sempre acreditou, e o Povo sempre retirou e deu o Poder quando achou necessário, e quando o Povo não o conseguiu, porque se sentiu oprimido, se sentiu vigiado, se sentiu ostracizado, os militares fizeram-no. Sei que não é 25 de Abril, e que o tema são Estórias…
E que Estórias é que há para contar? Poucas, nenhumas, inúmeras? São tantas que certamente vos cansaria a ler… “Um dia escrevo um Livro”… árvores já plantei… filhos também já fiz…
Não vou contar nenhuma Estória, não me apetece, tinha essa intenção quando iniciei o post, mas perdi a vontade, deixo-vos com uma Story… bem linda por sinal, e se a ouvirem, vale bem mais a pena do que ler qualquer Estória que eu possa escrever…
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Viva La Vida
Por vezes ouvimos uma música, fica no ouvido e temos a certeza que vai ser uma das músicas do ano.
A Banda do Chris Martin, Will Champion, Guy Berryman, Jonny Buckland não é novidade para mim, e até já tive o prazer de estar com eles "ao vivo", a "cores" e quase com o copos (mais isso é o que menos interessa), mesmo assim não param de me surpreender! Viva La Vida será concerteza uma das músicas que marcará o final do ano e que mais vezes passará nas rádios de todo o mundo, a música que volta a colocar os Cold Play nas bocas do mundo!
Lindo de ser ver e se se ouvir... e a mensagem implicita??? Quem quiser que a compreenda!
I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning I sleep alone
Sweep the streets I used to own
I used to roll the dice
Feel the fear in my enemy's eyes
Listen as the crowd would sing
"Now the old king is dead! Long live the king!"
One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt and pillars of sand
I hear Jerusalem bells a-ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
Missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
Once you'd gone there was never
Never an honest word
That was when I ruled the world
It was the wicked and wild wind
Blew down the doors to let me in.
Shattered windows and the sound of drums
People could not believe what I'd become
Revolutionaries Wait
For my head on a silver plate
Just a puppet on a lonely string
Oh who would ever want to be king?
I hear Jerusalem bells a-ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
I know St. Peter won't call my name
Never an honest word
And that was when I ruled the world
(Ohhhhh Ohhh Ohhh)
Hear Jerusalem bells a-ringings
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
I know St. Peter won't call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world
A Banda do Chris Martin, Will Champion, Guy Berryman, Jonny Buckland não é novidade para mim, e até já tive o prazer de estar com eles "ao vivo", a "cores" e quase com o copos (mais isso é o que menos interessa), mesmo assim não param de me surpreender! Viva La Vida será concerteza uma das músicas que marcará o final do ano e que mais vezes passará nas rádios de todo o mundo, a música que volta a colocar os Cold Play nas bocas do mundo!
Lindo de ser ver e se se ouvir... e a mensagem implicita??? Quem quiser que a compreenda!
I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning I sleep alone
Sweep the streets I used to own
I used to roll the dice
Feel the fear in my enemy's eyes
Listen as the crowd would sing
"Now the old king is dead! Long live the king!"
One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt and pillars of sand
I hear Jerusalem bells a-ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
Missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
Once you'd gone there was never
Never an honest word
That was when I ruled the world
It was the wicked and wild wind
Blew down the doors to let me in.
Shattered windows and the sound of drums
People could not believe what I'd become
Revolutionaries Wait
For my head on a silver plate
Just a puppet on a lonely string
Oh who would ever want to be king?
I hear Jerusalem bells a-ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
I know St. Peter won't call my name
Never an honest word
And that was when I ruled the world
(Ohhhhh Ohhh Ohhh)
Hear Jerusalem bells a-ringings
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
I know St. Peter won't call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world
Eu…
Eu gostava de ser como o vento, gostava de percorrer quilómetros e quilómetros de praias a revolver as areias adormecidas, gostava de dançar com as imponentes árvores da floresta, gostava de empurrar as nuvens, de abraçar as portadas das janelas e entrar pelas casas fora, de refrescar almas… gostava de ser a brisa de uma manhã de primavera, suave, carinhosa, delicada… gostava de ser a manhã, enérgica, movimentada, viva… eu gostava de ser o mar, de enrolar o meu corpo na areia, de bater contra as rochas nas noites de revolta, e na manhã seguinte voltar a acalmar, e voltar a enrolar-me na areia da praia… eu gostava de ser a chuva que cai nos telhados numa tarde de inverno fazendo ecoar uma suave melodia, uma melodia que ouvimos com gosto, que desejamos que se repita vezes sem conta e que nos faz pensar … mas não sou… afinal o que é que eu sou mesmo?
Sinceramente… não sei! Tenho dificuldades em compreender o significado da vida, tenho dificuldade em compreender a razão da nossa existência, a razão da minha existência! Será que há uma razão? Tem que existir, só pode existir! Mas qual será ela?
Eu só sei que sou mais um ser humano, com cabeça, troco e membros… e com sentimentos… sentimentos que não posso nem consigo controlar! Sentimentos que movem a nossa vida sem qualquer controlo aparente… e o saldo? O saldo é como o futuro… só a Deus pertence…
Sinceramente… não sei! Tenho dificuldades em compreender o significado da vida, tenho dificuldade em compreender a razão da nossa existência, a razão da minha existência! Será que há uma razão? Tem que existir, só pode existir! Mas qual será ela?
Eu só sei que sou mais um ser humano, com cabeça, troco e membros… e com sentimentos… sentimentos que não posso nem consigo controlar! Sentimentos que movem a nossa vida sem qualquer controlo aparente… e o saldo? O saldo é como o futuro… só a Deus pertence…
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Promessas…
Poderia começar este post com a letra da música do Rui Veloso ao som da qual muita gente já foi feliz
Recordo aquele acordo
Bem claro e assumido
Eu trepava um eucalipto
E tu tiravas o vestido
Podia procurar no dicionário e transcrever que promessa é o acto ou efeito de prometer, e que prometer é obrigar-se a fazer ou a dar, oferecer probabilidades ou esperanças de…
Mas não fiz nada disso, como bem se pode ver, é que para mim, as promessas são algo sagrado, algo que é para cumprir…
Há cerca de 2 meses, fiz uma promessa, uma promessa talvez irreflectida dada a dificuldade que estou a ter em cumpri-la, mas valeu bem a pena.
Em troca de uma medalha, prometi o impensável, prometi o veneno que alimenta o espírito e que acalma a alma nas noites de tempestade, prometi deixar de sobreviver e começar a viver, prometi, sim prometi!
O que nunca esperei, foi que dois dias depois da outra parte ter cumprido com o que se tinha comprometido, e no meio de uma confusão à escala mundial, que se lembrasse tão claramente da promessa, e num telefonema, me dissesse “Lembras-te? Prometeste!”. Pois prometi, e todas as minhas promessas são para cumprir. Como o mundo seria mais fácil se todos cumpríssemos as nossas promessas, se os políticos cumprissem as suas promessas, se as promessas não fossem simples palavras lançadas em vão para a atmosfera…
Mas eu cumpro, eu tenho palavra e assumo a minha parte do acordos… cá está o prometido… DEIXEI DE FUMAR… e como me está a custar… Obrigado Nelson pela alegria da medalha de ouro, e obrigado por me teres recordado que tinha uma promessa para cumprir…
Recordo aquele acordo
Bem claro e assumido
Eu trepava um eucalipto
E tu tiravas o vestido
Podia procurar no dicionário e transcrever que promessa é o acto ou efeito de prometer, e que prometer é obrigar-se a fazer ou a dar, oferecer probabilidades ou esperanças de…
Mas não fiz nada disso, como bem se pode ver, é que para mim, as promessas são algo sagrado, algo que é para cumprir…
Há cerca de 2 meses, fiz uma promessa, uma promessa talvez irreflectida dada a dificuldade que estou a ter em cumpri-la, mas valeu bem a pena.
Em troca de uma medalha, prometi o impensável, prometi o veneno que alimenta o espírito e que acalma a alma nas noites de tempestade, prometi deixar de sobreviver e começar a viver, prometi, sim prometi!
O que nunca esperei, foi que dois dias depois da outra parte ter cumprido com o que se tinha comprometido, e no meio de uma confusão à escala mundial, que se lembrasse tão claramente da promessa, e num telefonema, me dissesse “Lembras-te? Prometeste!”. Pois prometi, e todas as minhas promessas são para cumprir. Como o mundo seria mais fácil se todos cumpríssemos as nossas promessas, se os políticos cumprissem as suas promessas, se as promessas não fossem simples palavras lançadas em vão para a atmosfera…
Mas eu cumpro, eu tenho palavra e assumo a minha parte do acordos… cá está o prometido… DEIXEI DE FUMAR… e como me está a custar… Obrigado Nelson pela alegria da medalha de ouro, e obrigado por me teres recordado que tinha uma promessa para cumprir…
quarta-feira, 21 de maio de 2008
A menina que queria ser maçã
Quando perguntaram a Joaninha o que é que ela queria ser quando fosse grande (há sempre um dia em que um adulto nos faz essa pergunta), ela não hesitou:
- Quando for grande quero ser maçã!
Disse aquilo com tanta convicção que a mãe se assustou:
- Maçã?
A maior parte das crianças quer ser: a) astronauta b) médica/o c) corredor de automóveis d) futebolista e) cantor/a f) presidente. Há algumas respostas mais originais: «Quero ser solteiro», confessou o filho de uma amiga minha. Conheço uma menininha que foi ainda mais ambiciosa:
- Quando for grande quero ser feliz.
Mas maçã? Joaninha, meu amor, maçã porquê? A pequena encolheu os ombos: «são tão lindas». Passaram-se os anos e a mãe pensou que ela se tinha esquecido daquilo. Mas não. No dia em que entrou para a escola a professora fez a todos os meninos a mesma pergunta:
- Ora vamos lá a saber o que é que vocês querem ser quando forem grandes...
Astronauta. Piloto de Fórmula 1. Cantora. Futebolista. Barbie (há muitas meninas que querem ser a Barbie). Médica. Modelo. Actriz. E tu, Joaninha?
- Eu quero ser maçã!
Risos. Os outros meninos começaram a fazer troça dela:
- Maçã raineta! Maçã raineta!...
- Se a Joaninha pode ser uma maçã, eu quero ser um avião...
Ela nem fazia caso. Quando crescesse havia de ser uma maçã, sim, uma maçã verde, luminosa, tão perfumada como uma manhã de primavera.
Poucas vezes, porém, conseguimos cumprir os nossos sonhos. Joaninha transformou-se numa mulher bonita, estudou, e fez-se professora. Era uma boa professora. Só quem conseguisse olhar para dentro dela poderia saber que, bem lá no fundo do seu coração, a Joaninha sentia ainda aquela grande vontade de se tornar maçã. O tempo passou - o tempo, aliás, está sempre a passar, nós é que nem sempre damos pela sua passagem. O tempo passou, portanto, e Joaninha envelheceu. Não casara, não tinha filhos, envelheceu sozinha.
Foi numa tarde de Outono. As árvores tinham perdido as suas folhas. O sol, cansado, com aquela cor macia que tem o mel, desaparecia no horizonte. Joaninha estava a dormir, sentada numa cadeira de baloiço, na varanda da sua casa, quando apareceu um anjo e a levou. Ela não percebeu logo onde estava. Foi preciso que Deus lhe tocasse nos ombros com a ponta dos dedos:
- Acorda, minha filha - disse-lhe Deus -, já chegaste.
Joaninha abriu os olhos e viu o que já antes via com os olhos fechados: os anjos passeando num grande jardim, os peixes flutuando no ar, juntamente com os pássaros, e aquele velho de barbas brancas, ao seu lado, sorrindo como só Deus sabe sorrir.
- Meu Deus - perguntou-lhe - porque não me deixaste ser maçã?
- Ser maçã é difícil, Joaninha - disse-lhe Deus. - É preciso crescer muito para ser uma boa maçã. Tu cresceste. Agora, sim, serás maçã.
Alguns meses depois um menino descobriu no pomar da casa dos seus avós uma maçã de um brilho intenso. Cheirou-a: cheirava a manhãs lavadas, cheirava a primavera, era um cheiro que se colava aos dedos. O menino comeu a maçã e sentiu-se feliz. Naquela tarde disse à avó:
- Sabes, acho que quando for grande quero ser maçã!
By José Eduardo Agualusa
- Quando for grande quero ser maçã!
Disse aquilo com tanta convicção que a mãe se assustou:
- Maçã?
A maior parte das crianças quer ser: a) astronauta b) médica/o c) corredor de automóveis d) futebolista e) cantor/a f) presidente. Há algumas respostas mais originais: «Quero ser solteiro», confessou o filho de uma amiga minha. Conheço uma menininha que foi ainda mais ambiciosa:
- Quando for grande quero ser feliz.
Mas maçã? Joaninha, meu amor, maçã porquê? A pequena encolheu os ombos: «são tão lindas». Passaram-se os anos e a mãe pensou que ela se tinha esquecido daquilo. Mas não. No dia em que entrou para a escola a professora fez a todos os meninos a mesma pergunta:
- Ora vamos lá a saber o que é que vocês querem ser quando forem grandes...
Astronauta. Piloto de Fórmula 1. Cantora. Futebolista. Barbie (há muitas meninas que querem ser a Barbie). Médica. Modelo. Actriz. E tu, Joaninha?
- Eu quero ser maçã!
Risos. Os outros meninos começaram a fazer troça dela:
- Maçã raineta! Maçã raineta!...
- Se a Joaninha pode ser uma maçã, eu quero ser um avião...
Ela nem fazia caso. Quando crescesse havia de ser uma maçã, sim, uma maçã verde, luminosa, tão perfumada como uma manhã de primavera.
Poucas vezes, porém, conseguimos cumprir os nossos sonhos. Joaninha transformou-se numa mulher bonita, estudou, e fez-se professora. Era uma boa professora. Só quem conseguisse olhar para dentro dela poderia saber que, bem lá no fundo do seu coração, a Joaninha sentia ainda aquela grande vontade de se tornar maçã. O tempo passou - o tempo, aliás, está sempre a passar, nós é que nem sempre damos pela sua passagem. O tempo passou, portanto, e Joaninha envelheceu. Não casara, não tinha filhos, envelheceu sozinha.
Foi numa tarde de Outono. As árvores tinham perdido as suas folhas. O sol, cansado, com aquela cor macia que tem o mel, desaparecia no horizonte. Joaninha estava a dormir, sentada numa cadeira de baloiço, na varanda da sua casa, quando apareceu um anjo e a levou. Ela não percebeu logo onde estava. Foi preciso que Deus lhe tocasse nos ombros com a ponta dos dedos:
- Acorda, minha filha - disse-lhe Deus -, já chegaste.
Joaninha abriu os olhos e viu o que já antes via com os olhos fechados: os anjos passeando num grande jardim, os peixes flutuando no ar, juntamente com os pássaros, e aquele velho de barbas brancas, ao seu lado, sorrindo como só Deus sabe sorrir.
- Meu Deus - perguntou-lhe - porque não me deixaste ser maçã?
- Ser maçã é difícil, Joaninha - disse-lhe Deus. - É preciso crescer muito para ser uma boa maçã. Tu cresceste. Agora, sim, serás maçã.
Alguns meses depois um menino descobriu no pomar da casa dos seus avós uma maçã de um brilho intenso. Cheirou-a: cheirava a manhãs lavadas, cheirava a primavera, era um cheiro que se colava aos dedos. O menino comeu a maçã e sentiu-se feliz. Naquela tarde disse à avó:
- Sabes, acho que quando for grande quero ser maçã!
By José Eduardo Agualusa
domingo, 18 de maio de 2008
A solução de todos os problemas
A duplicação do cubo, um dos problemas clássicos da geometria grega, prendeu matemáticos durante séculos e séculos. O enunciado do problema, que consta no cabeçalho deste blog, levou a estudos avançados sobre formas geométricas para conseguir duplicar o cubo, usando apenas ferramentas matemáticas simples. Hoje em dia sabemos que a Duplicação do Cubo, tal como descrita, é um problema sem solução. E se os gregos soubessem disso? Teriam tentado?
Um dia cruzei-me com um grande matemático, especialista em resolução de problemas, e perante um problema que lhe apresentei sobre o qual estava a trabalhar, disse-me:
“-Achas que o problema tem solução?” – e eu, apanhado de surpresa, pois tinha empregado algumas horitas de trabalho nos rabisco que lhe apresentara e esperava uma linha orientadora para continuar, sei lá uma segunda opinião… encolhi os ombros e esperei, voltei a olhar para os rabiscos só para não o ter que enfrentar o seu poderoso olhar, mas no fundo, naquele momento todos os números, todas as letras, todas as fracções deixaram de fazer qualquer sentido. Ele … tirou-me os rabiscos das mãos, olhou-me com um sorriso fraternal e continuou…
“-Se achas que tem solução, é porque não é um bom problema, e deves escolher outro. Se achas que não tem solução, trabalha nele até descobrires algo de interessante”… e assim fiz!
Hoje sei que o problema não tem solução… mas valeu a pena o trabalho!
O importante não é chegar a um ponto, o importante é o caminho que se percorre para lá chegar… mesmo que o ponto não passe de um qualquer imaginário… no plano… no espaço… na vida!
By me
Um dia cruzei-me com um grande matemático, especialista em resolução de problemas, e perante um problema que lhe apresentei sobre o qual estava a trabalhar, disse-me:
“-Achas que o problema tem solução?” – e eu, apanhado de surpresa, pois tinha empregado algumas horitas de trabalho nos rabisco que lhe apresentara e esperava uma linha orientadora para continuar, sei lá uma segunda opinião… encolhi os ombros e esperei, voltei a olhar para os rabiscos só para não o ter que enfrentar o seu poderoso olhar, mas no fundo, naquele momento todos os números, todas as letras, todas as fracções deixaram de fazer qualquer sentido. Ele … tirou-me os rabiscos das mãos, olhou-me com um sorriso fraternal e continuou…
“-Se achas que tem solução, é porque não é um bom problema, e deves escolher outro. Se achas que não tem solução, trabalha nele até descobrires algo de interessante”… e assim fiz!
Hoje sei que o problema não tem solução… mas valeu a pena o trabalho!
O importante não é chegar a um ponto, o importante é o caminho que se percorre para lá chegar… mesmo que o ponto não passe de um qualquer imaginário… no plano… no espaço… na vida!
By me
sábado, 17 de maio de 2008
Just to listen
Hey There Delilah
Hey there Delilah
What's it like in New York City?
I'm a thousand miles away
But girl tonight you look so pretty
Yes, you do
Times Square can't shine as bright as you
I swear it's true
Hey there Delilah
Don't you worry about the distance
I'm right there if you get lonely
Give this song another listen
Close your eyes
Listen to my voice it's my disguise
I'm by your side
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
What you do to me
Hey there Delilah
I know times are getting hard
But just believe me girl
Someday I'll pay the bills with this guitar
We'll have it good
We'll have the life we knew we would
My word is good
Hey there Delilah
I've got so much left to say
If every simple song I wrote to you
Would take your breath away
I'd write it all
Even more in love with me you'd fall
We'd have it all
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
A thousand miles seems pretty far
But they've got planes and trains and cars
I'd walk to you if I had no other way
Our friends would all make fun of us
And we'll just laugh along because we know
That no one of them have felt this way
Delilah I can promise you
That by the time that we get through
The world will never ever be the same
And you're the blame
Hey there Delilah
You be good and don't you miss me
Two more years and you'll be done with school
And I'll be making history like I do
You know it's all because of you
We can do whatever we want to
Hey there Delilah heres to you
This one's for you
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
What you do to me
Oh Oh Oh
Oh Oh Oh
By Plain White T's
Hey there Delilah
What's it like in New York City?
I'm a thousand miles away
But girl tonight you look so pretty
Yes, you do
Times Square can't shine as bright as you
I swear it's true
Hey there Delilah
Don't you worry about the distance
I'm right there if you get lonely
Give this song another listen
Close your eyes
Listen to my voice it's my disguise
I'm by your side
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
What you do to me
Hey there Delilah
I know times are getting hard
But just believe me girl
Someday I'll pay the bills with this guitar
We'll have it good
We'll have the life we knew we would
My word is good
Hey there Delilah
I've got so much left to say
If every simple song I wrote to you
Would take your breath away
I'd write it all
Even more in love with me you'd fall
We'd have it all
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
A thousand miles seems pretty far
But they've got planes and trains and cars
I'd walk to you if I had no other way
Our friends would all make fun of us
And we'll just laugh along because we know
That no one of them have felt this way
Delilah I can promise you
That by the time that we get through
The world will never ever be the same
And you're the blame
Hey there Delilah
You be good and don't you miss me
Two more years and you'll be done with school
And I'll be making history like I do
You know it's all because of you
We can do whatever we want to
Hey there Delilah heres to you
This one's for you
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
What you do to me
Oh Oh Oh
Oh Oh Oh
By Plain White T's
quinta-feira, 15 de maio de 2008
O mundo continua a girar…
Infelizmente, e ao contrario do prometido num post anterior, não tenho tido muito tempo para escrever no Blog, tempo para duplicar o cubo, não é que não me tenha apetecido fazer grandes dissertações sobre a visita do Presidente da República à Madeira, sobre o Apito Final, sobre o aumento do preço dos combustíveis ou sobre os cigarros (não sei se com aditivo) que o nosso Primeiro queimou a caminho de Caracas num voo comercial da TAP.
Isto já para não falar do tema quente do boicote aos Jogos Olímpicos e da independência do Tibete.
Mas de que vale escrever sobre isso tudo, para aliviar a consciência? Para mostrar que tenho opinião? Acho que só o Borba e o Béu é que lêem a Duplicação do Cubo, e penso que na esperança de eu revelar aqui algum estudo inovador sobre matemáticas avançadas… eu que bem gostaria, mas a única matemática que esta minha vida de caixeiro-viajante e de papel higiénico me tem permitido fazer é a matemática do quotidiano, de cálculos avançados de tempo para chegar a horas a um determinado local (que como sabem raramente consigo, para não dizer nunca, mas isso deve-se a erros de cálculo desprezíveis), de matrizes com o número de carros que me vão empatar até à Portela, derivadas com as horas que deveria ter dormido e que não dormi e de integrais do tempo que passo longe daqueles de quem mais gosto…
Com isto tudo o mundo continua a girar, o tempo continua a passar, e a menos que um dos postulados da teoria do “Ti Alberto” seja refutado por qualquer físico com necessidade de afirmação, não há maneira de viajar no tempo, as portas vão se fechando, com mais ou menos medos, há momentos que se perdem, há sorrisos que se vão enevoando, há histórias que deixam de ser contadas, há telefones que se vão esquecendo, há vidas que se deixam de cruzar…
Para os dois grandes amigos que lêem a Duplicação do Cubo, este é um ano de mudança, um deles vai sentir o que é fazer brotar uma flor, o outro vai finalmente, e em ano de Europeu de Futebol e de Jogos Olímpicos, deixar o grupo dos poucos resistentes ao matrimónio… e já são tão poucos.
Acho que estamos a envelhecer… e essa é uma situação que me cria sentimentos antagónicos. Por um lado a ideia de estar a envelhecer deixa-me nostálgico, por outro lado dá-me mais tranquilidade, dá mais credibilidade às minhas ideias, que como vocês tão bem sabem, nem sempre são as mais ortodoxas. Sinto que aos poucos começo a deixar de fazer parte daquela pequena minoria… dos loucos, dos irreverentes, dos “gangsters”… dos que constroem grandes democracias (lembraste desta Béu?!).
E é hora de terminar este post, que amanhã o dia é longo, e que os cálculos mentais já me dizem que estou a dever horas à cama, e de certeza que ela mais tarde me vai cobrar com juros, e ao ritmo que o preço do barril de Brent cresce, a Euribor não tarda a aumentar, e cada segundo agora paga-se caro mais tarde… é uma forma estúpida de terminar, mas foi o que se arranjou…
Até breve!
Isto já para não falar do tema quente do boicote aos Jogos Olímpicos e da independência do Tibete.
Mas de que vale escrever sobre isso tudo, para aliviar a consciência? Para mostrar que tenho opinião? Acho que só o Borba e o Béu é que lêem a Duplicação do Cubo, e penso que na esperança de eu revelar aqui algum estudo inovador sobre matemáticas avançadas… eu que bem gostaria, mas a única matemática que esta minha vida de caixeiro-viajante e de papel higiénico me tem permitido fazer é a matemática do quotidiano, de cálculos avançados de tempo para chegar a horas a um determinado local (que como sabem raramente consigo, para não dizer nunca, mas isso deve-se a erros de cálculo desprezíveis), de matrizes com o número de carros que me vão empatar até à Portela, derivadas com as horas que deveria ter dormido e que não dormi e de integrais do tempo que passo longe daqueles de quem mais gosto…
Com isto tudo o mundo continua a girar, o tempo continua a passar, e a menos que um dos postulados da teoria do “Ti Alberto” seja refutado por qualquer físico com necessidade de afirmação, não há maneira de viajar no tempo, as portas vão se fechando, com mais ou menos medos, há momentos que se perdem, há sorrisos que se vão enevoando, há histórias que deixam de ser contadas, há telefones que se vão esquecendo, há vidas que se deixam de cruzar…
Para os dois grandes amigos que lêem a Duplicação do Cubo, este é um ano de mudança, um deles vai sentir o que é fazer brotar uma flor, o outro vai finalmente, e em ano de Europeu de Futebol e de Jogos Olímpicos, deixar o grupo dos poucos resistentes ao matrimónio… e já são tão poucos.
Acho que estamos a envelhecer… e essa é uma situação que me cria sentimentos antagónicos. Por um lado a ideia de estar a envelhecer deixa-me nostálgico, por outro lado dá-me mais tranquilidade, dá mais credibilidade às minhas ideias, que como vocês tão bem sabem, nem sempre são as mais ortodoxas. Sinto que aos poucos começo a deixar de fazer parte daquela pequena minoria… dos loucos, dos irreverentes, dos “gangsters”… dos que constroem grandes democracias (lembraste desta Béu?!).
E é hora de terminar este post, que amanhã o dia é longo, e que os cálculos mentais já me dizem que estou a dever horas à cama, e de certeza que ela mais tarde me vai cobrar com juros, e ao ritmo que o preço do barril de Brent cresce, a Euribor não tarda a aumentar, e cada segundo agora paga-se caro mais tarde… é uma forma estúpida de terminar, mas foi o que se arranjou…
Até breve!
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Fui colher uma Romã
Mais um momento único e marcante na vida de um estudante, o Grupo de Serenatas, aqui ainda liderado pelo meu colega, grande amigo (meu e do tinto), e grande voz. Outro Matemático, que como eu ficará para a história... para a história do Lourenço (O Solar do Forcado), onde todas as tardes de primavera a seguir ao almoço, escreviamos os teoremas de Algebra no que sobrava das toalhas de papel, belos tempos.
Paulo Nifro Silva - o Borba no seu melhor
Grande homem, com um grande defeito, é dos Lampiões :p
Nunca mais o Grupo de Seretanas de Portalegre terá uma voz como esta!
Paulo Nifro Silva - o Borba no seu melhor
Grande homem, com um grande defeito, é dos Lampiões :p
Nunca mais o Grupo de Seretanas de Portalegre terá uma voz como esta!
Canção de Portalegre
De Portalegre cantando
Meu canto é doce e é amargo:
Já sinto os olhos turvando,
Já sinto o peito mais largo...
Ai! torres da Velha Sé
Ai! muros do burgo estreito!
Sempre vos rezo com fé
Se me levanto ou me deito.
O céu das tardes compridas
Parece que vem baixando;
E as torres são mãos erguidas
Que quase lhe estão chegando!
Ao longe se perde o olhar
Nas névoas dos horizontes...
E a terra parece o mar,
Parecem as ondas os montes.
Tem cada ruela estreita
Casas pobres e opulentas
Meu gosto nenhum enjeita:
Todas são minhas parentes...
Olhei da Serra a cidade,
Tão branca, estreita e comprida,
Faz-me alegria e saudade,
Assim de noiva vestida...
José Régio
quarta-feira, 12 de março de 2008
Regresso
Quase sempre porque as circunstancias a isso obrigam, os regressos, quase sempre anunciados e quase sempre esperados, são feitos com mais força do que as despedidas. Não tinha feito nenhuma despedida formal deste meu modesto Blog, mas anuncio agora o regresso… porque as circunstâncias assim impõem.
Não prometo um regresso semanal, talvez uma cronicazita semanal, se para isso tiver tempo. Talvez aproveite os tempos de espera, os tempos em viagem, os tempos mortos para alinhavar qualquer coisa que dê conteúdo à mensagem de abertura do blog. A ver vamos!
Não prometo um regresso semanal, talvez uma cronicazita semanal, se para isso tiver tempo. Talvez aproveite os tempos de espera, os tempos em viagem, os tempos mortos para alinhavar qualquer coisa que dê conteúdo à mensagem de abertura do blog. A ver vamos!
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