Estória é um neologismo proposto por João Ribeiro (membro da Academia Brasileira de Letras) em 1919, para designar, no campo do folclore, a narrativa popular, o conto tradicional.
Alguns consideram o termo arcaico, por ser encontrado também em textos antigos, quando a grafia da palavra na língua portuguesa ainda não fora consolidada.
O termo acabou por não ter uma aceitação generalizada, não figurando nos dicionários portugueses e apenas em alguns brasileiros. Apesar de ter sido usada na linguagem coloquial, o termo nunca figurou na norma culta.
Recupero aqui o termo, Estórias e não Histórias, Estórias de uma vida que nada tem de narrativa popular, de folclore ou de conto tradicional.
A Estória da vida pouco tem a ver com a Cinderela, com a Bela Adormecida ou com o Capuchinho Vermelho, porque nessas histórias, o bem vence sempre sobre o mal, mas será que nas Estórias da Vida o bem prevalece sobre o mal? Será?
Olhamos para o Mundo à nossa volta e perguntamo-nos onde está a Justiça, onde está a vitória do bem, onde estão os heróicos e bravos cidadãos que fazem a justiça, que tarda, que tem tudo menos de justa, onde está a justiça da vida?
Sempre ouvi dizer que Deus não dorme, um termo muito apropriado quando se quer falar da aplicação da justiça, que ela um dia surgirá, mas surgirá de que forma, pergunto se é feita justiça nos tribunais, nas escolas, nos locais de trabalho, na sociedade em sim, pergunto se há justiça no Médio Oriente ou em África? Pergunto se Deus está a dormir… Sem querer dar um carácter religioso ao post, e sem querer afrontar a Igreja, não por medo da mão pesada da inquisição, mas por respeitar tudo o que advém da crença religiosa.
O que é certo, é que este nosso mundinho está cheio de injustiças, estás cheio de chicos espertos e de ditadores que fazem justiça ao belo prazer, conforme mais lhes convém.
Vale a pena acreditar? Não posso dizer que não, porque o Povo sempre acreditou, e o Povo sempre retirou e deu o Poder quando achou necessário, e quando o Povo não o conseguiu, porque se sentiu oprimido, se sentiu vigiado, se sentiu ostracizado, os militares fizeram-no. Sei que não é 25 de Abril, e que o tema são Estórias…
E que Estórias é que há para contar? Poucas, nenhumas, inúmeras? São tantas que certamente vos cansaria a ler… “Um dia escrevo um Livro”… árvores já plantei… filhos também já fiz…
Não vou contar nenhuma Estória, não me apetece, tinha essa intenção quando iniciei o post, mas perdi a vontade, deixo-vos com uma Story… bem linda por sinal, e se a ouvirem, vale bem mais a pena do que ler qualquer Estória que eu possa escrever…